• Taís

Phoenix


Meus dedos deslizam e fazem um traço vermelho que percorre a testa e escorre até o queixo. Depois disso alguns contornos e desenhos pintados de preto e está feito.


Visto meu manto de estrelas, e assim me sinto completa. Como se muitas outras mulheres coubessem, ao mesmo, tempo dentro de mim.


Retenho sua força e sua sabedoria, bebo da mesma fonte que beberam.


Macero as folhas certas, para curar as feridas certas.


Folha por folha, página por página, até não restar palavra não dita.


Até que tudo se esvazie e reste apenas o fogo e eu, como sempre foi desde o princípio.


O fogo, as cinzas e eu.

O fogo, as cinzas e eu.

O fogo, as cinzas e eu.


Phoenix renascida.



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