• Taís

Stella

Atualizado: 7 de nov.


No momento em que a língua toca o Céu da boca toda palavra vira uma Estrela— foi o que elas sussurraram ao meu ouvido.


Quando um pensamento emerge da alma e se condensa na mente tudo vira constelação, galáxia, mundos em expansão.


Espiral de emoções que giram no sentido em que gira o relógio e todas as coisas eternas como o Tempo.

Como no rodear de uma ampulheta, o invisível escorre e assim tudo passa.

Castelos viram grãos de areia, terra vira mar, mar vira sertão e os poetas continuam falando sobre o Amor, a Vida e a Morte.


Somos pó, poeira cósmica da Nebulosa de Órion, os antigos assim sabiam e nós vagamente guardamos a lembrança escondida entre as nuvens do pensamento.


Fogos de artifício brilhando na escuridão enviam a boa nova para casa; 'somos prósperos e felizes', dizemos ao Deus Pai-Mãe. Pensamentos, uma vez elevados, são oração. Morrer é virar estrela, assim dizemos aos pequenos. Estrelar é somente retornar para o lugar de onde viemos.


Relembramos o que somos quando a língua estala no céu estrelado e o Verbo, que é o princípio de tudo, se faz.


Deus nos deu a palavra, somos cocriadores de universos possíveis e impossíveis. Antes do verbo nada existia, depois dele tudo se fez. "Na ponta da tua língua moram a Luz e a Escuridão" — sussurraram novamente, Stella, Aurora e Vésper.


"Palavra proferida, flecha lançada". E eu sigo tentando escolher as melhores flechas.

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